A expansão Diaspora, do jogo Caves of Qud, vai ser vendida no Early Access da Steam, algo que nenhum conteúdo adicional tinha feito na loja. O Early Access é o programa da Steam para vender jogos ainda em desenvolvimento, moldados pela opinião da comunidade.

Tanya X. Short, cofundadora e chefe de publicação da Kitfox Games, contou ao Game Developer que a Valve, dona da Steam, apoiou a ideia. Segundo ela, a empresa teria precisado fazer um “ajuste manual” nos sistemas internos da Steam para habilitar a opção. Depois, a revisão da página na loja marcou a novidade como um erro.

O estúdio Freehold Games explicou a escolha em comunicado, com duas razões. Uma é dinheiro e tempo. Segundo o estúdio, fazer Caves of Qud é lento e exige muito cuidado para atingir a qualidade que ele se impõe. O Freehold diz que não quer ficar preso a um prazo que o force a abrir mão da visão da expansão. Vendendo Diaspora durante a produção, o estúdio diz que consegue financiar o trabalho enquanto ele acontece.

A outra razão é a complexidade. O Freehold descreve o jogo como extremamente complicado, com muitos sistemas ligados entre si e situações imprevisíveis que surgem durante a partida. Diaspora vai somar uma camada nova a isso. Como fez com o jogo base, o estúdio quer que a comunidade teste a expansão sob pressão do começo ao fim.

Short admite que hesitou no começo. Jason Grinblat e Brian Bucklew, porém, queriam, segundo ela, manter a estratégia que tinha dado tão certo com o jogo principal no seu longo Early Access. “Eles adoram trabalhar com os jogadores e já tinham todos os processos e hábitos para fazer isso de novo, então por que não?”, disse ela. Para Short, trabalhar a portas fechadas seria desconfortável e contra a natureza dos dois.

O Freehold começou a desenvolver Caves of Qud em 2007. O jogo só chegou ao programa da Steam em 2015 e ficou cerca de nove anos nele, até a versão 1.0, lançada em 2024.

Segundo o Game Developer, sair do Early Access costuma ser como uma formatura, e expansões em geral já chegam em versão completa. O site diz não estar claro se alguma regra proibia o caminho de Diaspora ou se ninguém tinha pensado nisso. Também não se sabe, segundo o site, como o plano vai funcionar.