A Estação Espacial Internacional vai receber o último par de painéis solares de um reforço no seu sistema de energia. Os painéis viajam na cápsula de carga Dragon, da SpaceX, que subiu na manhã desta terça-feira (13). Um foguete Falcon 9 a lançou da base de Cape Canaveral, na Flórida.

Segundo a NASA, esse par completa a ampliação da rede elétrica da estação. A energia extra serve à pesquisa, às operações do dia a dia e até à retirada da estação de órbita, de forma segura e controlada. Os painéis não se montam sozinhos: astronautas vão instalá-los em uma série de caminhadas espaciais planejadas para mais adiante neste outono do hemisfério norte.

A cápsula também leva pesquisa voltada para a saúde. Uma das cargas é um equipamento para fabricar retinas artificiais em microgravidade, o ambiente quase sem peso da órbita. Para a NASA, essas retinas poderiam ajudar a devolver a visão a pacientes na Terra. Outra são modelos de tecido do coração em 3D, pensados para avançar testes de remédios em grande escala em futuras missões espaciais.

A bordo seguem ainda organoides cerebrais, pequenos aglomerados de células cultivadas em laboratório que imitam partes do cérebro. Segundo a agência, eles poderiam revelar possíveis alvos de tratamento para doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla. Há também materiais para estudar como se forma um novo tipo de vidro em microgravidade.

Esses estudos são só uma amostra, diz a NASA. Na estação são feitas centenas de pesquisas em biologia e biotecnologia, ciências físicas e ciências da Terra e do espaço.

Ao todo, a missão leva 2.860 quilos de suprimentos e equipamentos. Ela se chama CRS-35 porque é o 35º voo da SpaceX dentro de um contrato de reabastecimento comercial com a NASA, segundo o Space.com. A Dragon deve se acoplar sozinha à estação na quinta-feira (15), por volta das 11h no horário da costa leste dos Estados Unidos. O encaixe será numa porta do módulo Harmony voltada para o espaço.

A cápsula deve ficar presa à estação até meados de novembro. Depois, volta à Terra com pesquisas que não podem esperar e desce de paraquedas no oceano Pacífico, perto da costa da Califórnia. Segundo o Space.com, a Dragon é hoje o único cargueiro em operação capaz de trazer carga de volta. Os outros três, o russo Progress, o japonês HTV-X e o Cygnus XL, da Northrop Grumman, são descartáveis e queimam na atmosfera ao fim de cada missão.