Um Cessna Caravan adaptado voou mais de 3.100 milhas (cerca de 5 mil quilômetros) atravessando os Estados Unidos, e a Joby Aviation diz que a tecnologia de autonomia dela cuidou de tudo: taxiar, decolar, navegar e pousar.
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Tem um detalhe importante: havia um piloto a bordo, por exigência de conformidade com as regras. Mesmo assim, segundo a empresa, o avião executou a operação inteira de forma autônoma. A supervisão remota foi feita da sede da Joby, na Califórnia, e da base aérea de Shaw, na Carolina do Sul.
O voo ainda não acabou. Nas próximas duas semanas, o avião segue rumo ao oeste, com paradas em cidades como Louisville, no Kentucky, e Salt Lake City.
Por que isso importa pra Joby
A Joby tem como foco principal os aviões elétricos de decolagem vertical, pensados como táxis aéreos urbanos. Esse voo mostra outra frente: o sistema de autonomia foi projetado pra ser instalado em aeronaves convencionais, com usos como transporte médico, resposta a desastres e logística de defesa.
O lado militar
A defesa aparece cada vez mais nos planos da empresa. Em agosto de 2026, a Joby comprou a Resonant Sciences por US$ 500 milhões pra reforçar a divisão de defesa. Ela também tem um contrato de US$ 17 milhões com a Força Aérea dos EUA, pela AFWERX, e fechou parceria com a L3Harris Technologies pra explorar aeronaves híbridas de decolagem vertical, com turbina a gás, pra uso autônomo em defesa.