A Starship, o super-foguete da SpaceX, chegou à órbita pela primeira vez nesta segunda-feira (28). Foi o 14º voo de teste do programa, e todos os voos anteriores tinham sido suborbitais, segundo o site Universe Today.
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Modo Vitta: Foco e EquilíbrioPara mentes que não param: alinhe tarefas, rotina, hábitos, foco e metas num só app.Ver no Google Play →Segundo o site Payload, o voo 14 é também a primeira missão operacional da Starship. É uma boa notícia para muitos no setor espacial, que planejam suas missões em torno da capacidade da nave.
Um motor a menos na subida
A Starship decolou da base Starbase, da SpaceX, no Texas. Na subida, a nave perdeu um dos seus seis motores. Por alguns minutos, a equipe debateu se seguiria para a órbita ou encerraria o teste sem soltar satélites, conta o Universe Today.
Os engenheiros decidiram seguir, porque a nave não precisaria mais do motor perdido, segundo o Payload. A nave entrou em órbita cerca de 25 minutos depois da decolagem. A queima que a colocou lá durou 19 segundos e funcionou perfeitamente, segundo o Universe Today. "A Starship está em órbita", anunciou o controle da missão.
O propulsor Super Heavy também teve problema. Um dos seus 33 motores Raptor, movidos a metano, desligou antes da hora, segundo o Universe Today. Mesmo assim, ele fez um pouso seguro no Golfo do México, cerca de sete minutos após a decolagem.
Segundo o Payload, o propulsor não religou todos os motores na descida, como estava previsto. É uma falha que se repete, apesar dos consertos que a SpaceX fez depois de voos anteriores.
26 satélites de nova geração
Já em órbita, a Starship soltou 26 satélites Starlink da versão V3, ao longo de cerca de 30 minutos. O sistema da nave os empurrou um após o outro, a 270 quilômetros de altitude, segundo o Universe Today.
Os V3 estrearam no voo 13, mas numa trajetória suborbital, e saíram de órbita logo depois. Este é o primeiro lote lançado pela Starship que vai entrar na constelação de internet por satélite e operar normalmente. Isso pode acontecer em semanas, segundo a SpaceX. Três dos satélites levavam câmeras para fotografar o escudo térmico da nave.
Os satélites V3 são mais pesados que os modelos V2 Mini usados hoje, conta o Universe Today. Voos futuros da Starship poderão levar até 60 deles. Segundo a SpaceX, os 26 satélites deste voo somam cerca de 10 vezes a capacidade de um lançamento de Starlink pelo Falcon 9. Uma carga de 60 daria cerca de 20 vezes. O CEO da SpaceX, Elon Musk, disse no X que os 26 satélites foram liberados e estão funcionando normalmente.
Volta antes da hora
O plano era deixar a nave quase 10 horas em órbita. Mas a SpaceX a tirou de órbita antes, com pouco menos de duas voltas na Terra. Segundo o Payload, a empresa não deu o motivo. Já segundo o Universe Today, a SpaceX disse que encurtou a missão por precaução, por causa do problema no motor durante a subida.
A nave fez uma queima curta com um só motor Raptor e voltou à atmosfera. Ela pousou no oceano Pacífico, ao norte do Havaí, e se partiu pouco depois, segundo o Payload. O pouso veio pouco mais de três horas após o lançamento, conta o Universe Today.
O próximo desafio: pegar a nave
A SpaceX já pegou e reutilizou o propulsor Super Heavy. Falta fazer o mesmo com o estágio superior, a própria nave Starship. Segundo o Payload, recuperar os dois é essencial para o reuso total e para o ritmo de voos que a empresa quer.
Neste mês, no All-In Summit, Musk sugeriu que o próximo voo pode tentar pegar a nave com os "chopsticks". No caso, um par de braços mecânicos gigantes pegaria a nave de volta na plataforma de lançamento, segundo o Universe Today. Musk estimou em pelo menos 50% a 60% a chance de a primeira captura dar certo, se o voo 14 fosse bem.
O Universe Today diz que, segundo relatos, a SpaceX considera essa captura para o próximo voo. Pode haver até uma captura dupla, com o propulsor Super Heavy junto. A empresa tem duas plataformas da Starship no Texas e constrói outras na Flórida e na Louisiana. "A Starship está a 2 ou 3 anos de voos a cada hora", escreveu Musk no X.
Por que importa
A SpaceX planeja usar a Starship em viagens à Lua, a Marte e a outros destinos além da órbita da Terra. Outras empresas do setor contam com ela para baratear o acesso ao espaço e tocar seus próprios negócios, segundo o Universe Today.
A NASA também conta com a Starship, segundo o Universe Today. No ano que vem, na missão Artemis 3, a agência quer testar em órbita da Terra dois módulos de pouso. Um é a Starship, e o outro é o Blue Moon, da Blue Origin. É a preparação para um pouso tripulado na Lua, que pode acontecer no começo de 2028.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, parabenizou a SpaceX no X, conta o Universe Today. Ele disse que a agência está animada para ajudar no que puder e para que as missões da Starship virem rotina.