O presidente executivo da Fuse Games, Matt Webster, detalhou como o estúdio dividiu o trabalho do jogo de corrida Star Wars: Galactic Racer. Em entrevista ao site Gamesindustry.biz, ele descreveu um modelo de “desenvolvimento distribuído”, organizado em três camadas. Nele, o estúdio central reparte as tarefas com parceiros de codesenvolvimento, de desenvolvimento externo e de terceirização.

A camada mais próxima é a dos codesenvolvedores. São estúdios de fora que funcionam como “uma extensão” da equipe da Fuse Games, embora trabalhem para outra empresa. Eles participam das reuniões rápidas da equipe, escrevem nas conversas internas do time e agem como parte do time principal de desenvolvimento.

No meio fica o desenvolvimento externo, que entrega partes específicas do jogo a equipes de fora da empresa. Segundo Webster, o modo foto (recurso para tirar fotos dentro do jogo) de Galactic Racer foi criado por um estúdio externo e depois “encaixado” no jogo. Sobre os recursos feitos por essas equipes, ele disse que são fáceis de descrever e de delimitar. Mas exigem um time com várias especialidades, que reúna produção, arte, interface e programação.

A camada mais distante é a terceirização. Esses parceiros entregam itens específicos sob encomenda, em contatos curtos e com entregas bem definidas. “Você passa as instruções, recebe um resultado de volta e o integra”, resumiu Webster. Para ele, isso parece uma simples transação, mas não deve ser tratado assim: o resultado melhora quando o estúdio constrói relações com essas pessoas.

Galactic Racer acaba de chegar ao mercado. O jogo atinge com frequência 18 mil usuários simultâneos na loja Steam e tem avaliação “majoritariamente positiva” por lá. Números exatos de vendas ainda não saíram, mas Webster disse ao site VGC que elas estão “saudáveis”.

A Game Developer vê o modelo como referência útil para uma indústria que ainda busca modelos de negócio sustentáveis. O site observa que pode ser difícil separar codesenvolvimento de desenvolvimento externo, inclusive na própria cobertura.

Para o site, o próximo desafio é reconhecer a liderança de estúdios centrais como a Fuse Games. Ao mesmo tempo, diz o texto, é preciso dar crédito suficiente a todos que trabalharam no jogo. O Gamesindustry.biz descreve Galactic Racer como feito, na prática, “por uma equipe central de 75” pessoas. Já os créditos do jogo listam cerca de 1.100 funções profissionais.